Fisiatria Brasil

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Treino com coletes de peso

O uso de coletes de peso incorporados à atividade física tem se tornado uma tendência entre as mulheres de meia-idade nos Estados Unidos. Esse equipamento tem sido um aliado na manutenção da saúde óssea e muscular, dois pilares fundamentais para a longevidade e a qualidade de vida Coletes de peso são peças de vestuário projetados para adicionar carga extra ao corpo durante os exercícios, como caminhadas ou exercícios de força. Sua utilização aumenta a resistência e desafia os músculos a trabalharem mais. Um estudo publicado no Journal of Aging and Physical Activity mostrou que em mulheres na pós menoapusa, as que usaram colete com peso leve extra (coletes projetados para este fim) durante caminhadas tiveram um aumento significativo na densidade óssea do quadril após 12 meses. Outro artigo da Medicine & Science in Sports & Exercise destacou que treinos regulares com coletes de peso aumentaram a força muscular e a resistência cardiovascular em adultos acima de 50 anos. Este auxílio extra para tentar melhorar o estímulo de produção de massa óssea e massa muscular pode ser mesmo interessante ferramenta mas, CUIDADO… Deve ser prescrito pelo médico, uma vez que pessoas já com osteoporose mais grave, fraturas prévias ou alterações posturais precisam ser avaliadas para entendermos os riscos e benefícios desta ferramenta e se, de fato, é indicada em seu caso. Você é único e suas indicações de tratamento também. Pratique atividade com segurança e sinta-se cada dia melhor.

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Correlação entre Perda de Músculo e Demência

A perda de massa muscular e a presença de demência parecem estar diretamente relacionados . O professor e pesquisador Jamerson de Carvalho, do Hospital Universitário da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), afirma que as evidências que temos hoje sobre a correlação entre perda de músculos e o risco aumentado de demências ainda são insuficientes para indicar a existência de uma relação de causalidade entre os dois fenômenos. Segundo ele, o mais provável é que pacientes expostos a problemas como tabagismo, sedentarismo, alcoolismo e cardiovasculares desenvolvam tanto uma menor massa muscular quanto sintomas de neurodegeneração no final da vida. Segundo os autores do trabalho, uma menor quantidade de músculo esquelético está associada a um risco aproximadamente 60% maior de desenvolvimento de demências, quando os dados são ajustados para os demais fatores de risco. Os dados foram divulgados durante a reunião anual da Radiological Society of North America (RSNA). A correlação entre a perda de massa muscular e o desenvolvimento de demências é patente e conhecida pelos pesquisadores há algum tempo. Mas agora os especialistas estão olhando o problema na ordem inversa, isto é, para os casos que a redução do volume de músculos precede os casos de neurodegeneração. Já é sabido que o exercício físico estimula a atividade cerebral de forma positiva minimizando o desenvolvimento de demências. Um artigo publicado na revista científica Metabolites faz um levantamento de pacientes com função cognitiva mais baixa e sarcopenia. Os autores concluem que os esforços de prevenção da sarcopenia podem ajudar na redução dos casos de demência. Eles levantam a hipótese de que uma maior quantidade de músculos contribui diretamente para a preservação da cognição. Músculo com boa qualidade, favorecendo a função é, também, importante fator para evitar quedas.  

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Hérnia de disco, protrusão discal ou abaulamento discal

A nossa coluna vertebral é constituída por vértebras (parte óssea) conectadas aos discos intervertebrais, que são estruturas de reabsorção de impacto compostas por um núcleo gelatinoso localizado centralmente (núcleo pulposo); um anel fibroso externo e 2 placas terminais cartilaginosas. Estes discos, muitas vezes, podem sofrer alterações degenerativas que resultam em condições conhecidas como abaulamento, protrusão, extrusão e sequestro discal, que representam diferentes estágios de comprometimento. A imagem de uma destas condições pode ou não estar associada com sintomas clínicos. A hérnia de disco tem como sintoma mais comum a dor. Formigamento (parestesia) e perda de força de músculos (paresia) que são inervados pelo segmento específico, também podem ser sintomas possíveis, assim como (dependendo do nível acometido) alterações de bexiga e intestino. Inúmeras vezes o abaulamento, protrusão de disco e mesmo a hérnia estão presentes no exame de imagem, mas são assintomáticos. Se você tem dor na coluna, dúvidas sobre sua condição, busque o fisiatra e, em primeiro lugar, faça um diagnóstico adequado, para depois iniciar o tratamento mais indicado.

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Tratamento da Dor Crônica

No Brasil, conforme dados da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), são mais de 60 milhões de pessoas que possuem dor crônica (aquela que persiste por mais de três meses consecutivos), o equivalente a 37% da população. Estudos mostram que abordagens com equipes multidisciplinares são mais eficazes no tratamento da dor crônica, sendo capazes de proporcionar aos pacientes melhor qualidade de vida, controle mais eficaz da dor, melhores e mais rápidas taxas de retorno ao trabalho (na ordem de 21%) e redução das comorbidades mentais e psiquiátricas Entre os impactos da dor crônica, que restringe e até inviabiliza atividades simples e diárias, estão a depressão, o transtorno de ansiedade, o uso abusivo de substâncias, que por sua vez intensificam a experiência geral da dor. A International Association for the Study of Pain (IASP) elegeu 2023 como o ano global para o cuidado integrativo da dor, com ênfase no autocuidado e nas terapias não medicamentosas. Aliado ao trabalho do fisiatra, para obter melhor resultado no tratamento da dor crônica, existem técnicas que também podem ser usadas para tratar a dor crônica como acupuntura, técnicas mente-corpo (como meditação, yoga e tai chi) e técnicas envolvendo manipulação e terapias corporais. Existe um conceito errôneo e uma dúvida muito recorrente entre os pacientes no tratamento da dor crônica. A médica está enganada, ela prescreveu antidepressivo ou anticonvulsivante, mas eu tenho dor e não estou deprimido. E agora, devo tomar a medicação? Importante saber que estas classes de medicamentos são muito indicadas em caso de tratamento da dor crônica independentemente de você ter depressão ou convulsão. Elas possuem uma ação importante, porque quando você passa muito tempo com dor seu corpo passa a ter uma memória de dor e uma alteração de neurotransmissores (substâncias importantes neste controle álgico e também do humor), que se não forem reequilibrados, impedem sua melhora de dor. Estas medicações são utilizadas por um período. Não serão eternas, e também, diferente do que pensam os pacientes, não viciam. O médico deve explicar todos os detalhes, efeitos colaterais e tirar todas as suas dúvidas para que você utilize a medicação tranquilamente e possa melhorar. Afinal, a dor crônica e todas as descompensações geradas por ela ou mesmo o uso excessivo de outros medicamentos que não resolvem a dor, são mais prejudiciais do que estas classes medicamentosas utilizadas com orientação e de forma correta. Não há receita de bolo. O tratamento de dor crônica deve ser individualizado para cada paciente, entendendo qual o melhor caminho para cada um, mas o uso destas medicações precisa estar em seu radar como parte do arsenal nesta batalha.

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Terapia de Ondas de Choque para casos de AVC

A terapia de ondas de choque para casos de AVC tem se mostrado um importante recurso para tratar dores crônicas e a hemiparesia espástica em pacientes pós AVC. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte e é uma das doenças que mais gera incapacidade. Entre suas diversas sequelas, está a hemiparesia espástica. Em indivíduos hemiparéticos com espasticidade a descarga de peso e a área de apoio plantar são assimétricas, o que gera déficit de equilíbrio. O manejo da espasticidade pode ocorrer de diversas formas: medicamentos, terapias físicas, aplicação de toxina botulínica, e agora mais recentemente, trabalhos mostram que a terapia por ondas de choque pode entrar no arsenal para tratar espasticidade como mais um recurso para este manejo. A terapia por ondas de choque (TOC) tem se mostrado um importante recurso para tratar dores crônicas, que falharam ao tratamento convencional. O tratamento com ondas de choque em pacientes pós AVC pode auxiliar no alívio da dor com melhora da mobilidade ativa, amplitude articular e redução da espasticidade pós AVC e ser um aliado no tratamento com a reabilitação multidisciplinar.

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Canabidiol no tratamento da dor

A cannabis medicinal (canabidiol) tem sido muito divulgada como bom medicamento para tratamento de algumas doenças e para aliviar sintomas. Já usada no passado caiu em esquecimento por diversos motivos e volta a ser estudada. Estudos científicos para diversas patologias são já acessíveis, mas ainda há muito caminho a percorrer com estudos, com metodologias mais robustas que nos dê respaldo para uso seguro. O canabidiol tem sido utilizado como aliado no tratamento de dor, convulsões, náuses e vômitos (especialmente em tratamentos oncológicos), deve ser feito com auxílio de um médico que tenha bom conhecimento no assunto. Há muitas medicações no mercado com posologias (doses e composições diferentes) e tem procedências diferentes (nem todas com fiscalização adequada) que podem colocar em risco a segurança do paciente.

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Medicina do Estilo de Vida

A Medicina do Estilo de Vida (MEV) é a prática clínica, baseada em evidências científicas, de intervenção para mudanças de estilo de vida no sentido de prevenir, tratar ou reverter a progressão de doenças crônicas. Ou seja, tem o objetivo de fornecer ao indivíduo conhecimento e habilidades para mudanças efetivas que abordem as causas das doenças. Essa abordagem é fundamentada em seis pilares: 1- Alimentação saudável 2- Prática de atividade física 3- Dormir bem 4- Não consumir álcool, cigarro e outras substâncias tóxicas 5- Cuidados com a saúde mental, diminuir o stress 6- Ter bons relacionamento sociais Popular nos Estados Unidos, onde é uma disciplina ensinada há quase duas décadas em grandes instituições, como Harvard, a Medicina do Estilo de Vida chegou há cerca de dois anos no Brasil e ganha cada vez mais adeptos entre os profissionais. Há uma mudança na abordagem médica que era mais focada na doença, tratando os sintomas e passa a ser tratar as causas, de uma forma mais ampla e íntegra, através de mudanças de hábitos e adoção de um estilo de vida mais saudável. Mudar estilo de vida é difícil mas muito necessário para termos uma vida plena com qualidade.

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Dicas de viagem para cadeirante

Dicas de viagem para pessoas com dificuldade motora

Nas férias de verão as pessoas estão se programando para viajar, com os cuidados de segurança. Nesse momento, pacientes que possuem alguma dificuldade motora devem se atentar a pontos importantes: Consulta médica pré-viagem: Faça uma consulta para obter orientações e leve um kit com medicações preventivas, além das de uso contínuo. Risco de trombose em viagens longas: Lembre-se de que viagens prolongadas podem dificultar a mobilização dos membros inferiores, aumentando o risco de trombose. Use meia de compressão e, se necessário, consulte seu médico sobre o uso de anticoagulante. Bexiga neurogênica em viagens longas: Se você tem bexiga neurogênica, considere usar a sonda de demora apenas durante o trajeto e, depois, mantenha o cateterismo intermitente ou outras manobras de esvaziamento. Acessibilidade e ajuda: Certifique-se de que os locais para onde vai tenham acessibilidade. Se não tiver, converse com seu fisiatra para avaliar soluções possíveis. Cadeiras de rodas portáteis: Para viagens curtas, existem versões mais simples, leves e portáteis de cadeiras de rodas. Recursos respiratórios: Se depende de algum recurso respiratório, verifique sua autonomia e se será possível utilizá-lo durante todo o trajeto. Leve reservas para prevenir imprevistos. Acompanhante em voos: Muitas companhias aéreas oferecem a opção de levar um acompanhante pagando uma tarifa reduzida. Verifique com a companhia todos os documentos necessários e consulte seu médico. Carros adaptados: Existem carros adaptados para acoplar cadeiras de rodas e outras opções para melhorar o acesso para pessoas com dificuldades motoras. Hotéis e guias especializados: Alguns hotéis possuem adaptações e oferecem guias especializados para pessoas com deficiência. Confira mais dicas nos sites abaixo: https://guiaderodas.com/viagem-com https://wheelchairtravel.org/hotels/ada-design-requirements/ Não deixe de programar sua viagem com cuidado e segurança. Viajar também faz parte da reabilitação.

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Como evitar dores no home office?

Nesse momento tão delicado, trabalhando de casa, passo algumas dicas para amigos e pacientes para evitar dores no home office: Saia do sofá: Embora pareça confortável, o sofá não oferece suporte ideal para longos períodos de trabalho. Ajuste o seu local de trabalho: Para ter um ambiente adequado, observe os seguintes pontos: Escolha uma cadeira com apoio para a coluna lombar; A altura da cadeira deve permitir que seus pés fiquem totalmente apoiados no chão, com um ângulo de 90 graus entre a coluna lombar e o quadril, além dos joelhos; Apoie os pés no chão. Se necessário, use um apoio para os pés. Evite trabalhar com as pernas cruzadas; Os braços devem descansar gentilmente nos apoios de braço da cadeira, com os ombros relaxados; Posicione a tela do computador na altura dos olhos. Se estiver usando um laptop, use um suporte ou livros para elevá-lo e utilize um mouse e teclado separados. Faça pausas regulares: Levante-se, estique o corpo, ande pela casa enquanto fala ao telefone, ou vá até a cozinha pegar um copo de água e se hidratar. Alongue-se durante as pausas: Alongamentos periódicos ajudam a descansar a mente, evitar lesões e fazem você se sentir melhor. Gerencie o estresse: Em tempos estressantes, reserve um tempo para realizar atividades que ajudem a minimizar o estresse, como exercícios físicos, meditação, ouvir música ou ler um bom livro. Seguindo essas dicas, passaremos melhor por essa fase.

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Reabilitação do Covid-19

É necessário se traçar um plano de reabilitação do Covid-19. O Covid-19 trouxe grande impacto funcional aos que se recuperaram da doença. Muitos pacientes que se recuperam da Covid-19 permanecem com sequelas, e a maioria, inicialmente pela perda muscular excessiva (sarcopenia) e fadiga extrema. Além de fatores psicológicos, como transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, e tambem falta de ar, dificuldade para engolir, dor nos extremos do corpo (pés e mãos, principalmente), perda de peso e desnutrição. Com o objetivo de reduzir as sequelas causadas pelo coronavírus ou por um longo de internação, o paciente deve ser acompanhado por uma equipe de reabilitação interdisciplinar que deve avaliar a saúde física, nutricional, cognitiva e psíquica, para em seguida traçar um plano terapêutico. Os pacientes não devem atrasar seu atendimento devido à dificuldade de locomoção ou do receio de ir a hospitais e clínicas. Há a possibilidade de buscar o atendimento domiciliar com fisiatra e reabilitar com qualidade até o momento em que se sintam confortáveis para sair de casa. Existe, ainda, a possibilidade do atendimento on-line.⠀ Se teve diagnóstico de Covid-19 e permaneceu com alguma sequela, entre em contato para que possamos ajudar na recuperação de sua qualidade de vida. ⠀

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