Fisiatria Brasil

Dor nas costas

Hérnia de disco, protrusão discal ou abaulamento discal

A nossa coluna vertebral é constituída por vértebras (parte óssea) conectadas aos discos intervertebrais, que são estruturas de reabsorção de impacto compostas por um núcleo gelatinoso localizado centralmente (núcleo pulposo); um anel fibroso externo e 2 placas terminais cartilaginosas. Estes discos, muitas vezes, podem sofrer alterações degenerativas que resultam em condições conhecidas como abaulamento, protrusão, extrusão e sequestro discal, que representam diferentes estágios de comprometimento. A imagem de uma destas condições pode ou não estar associada com sintomas clínicos. A hérnia de disco tem como sintoma mais comum a dor. Formigamento (parestesia) e perda de força de músculos (paresia) que são inervados pelo segmento específico, também podem ser sintomas possíveis, assim como (dependendo do nível acometido) alterações de bexiga e intestino. Inúmeras vezes o abaulamento, protrusão de disco e mesmo a hérnia estão presentes no exame de imagem, mas são assintomáticos. Se você tem dor na coluna, dúvidas sobre sua condição, busque o fisiatra e, em primeiro lugar, faça um diagnóstico adequado, para depois iniciar o tratamento mais indicado.

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Como evitar dores no home office?

Nesse momento tão delicado, trabalhando de casa, passo algumas dicas para amigos e pacientes para evitar dores no home office: Saia do sofá: Embora pareça confortável, o sofá não oferece suporte ideal para longos períodos de trabalho. Ajuste o seu local de trabalho: Para ter um ambiente adequado, observe os seguintes pontos: Escolha uma cadeira com apoio para a coluna lombar; A altura da cadeira deve permitir que seus pés fiquem totalmente apoiados no chão, com um ângulo de 90 graus entre a coluna lombar e o quadril, além dos joelhos; Apoie os pés no chão. Se necessário, use um apoio para os pés. Evite trabalhar com as pernas cruzadas; Os braços devem descansar gentilmente nos apoios de braço da cadeira, com os ombros relaxados; Posicione a tela do computador na altura dos olhos. Se estiver usando um laptop, use um suporte ou livros para elevá-lo e utilize um mouse e teclado separados. Faça pausas regulares: Levante-se, estique o corpo, ande pela casa enquanto fala ao telefone, ou vá até a cozinha pegar um copo de água e se hidratar. Alongue-se durante as pausas: Alongamentos periódicos ajudam a descansar a mente, evitar lesões e fazem você se sentir melhor. Gerencie o estresse: Em tempos estressantes, reserve um tempo para realizar atividades que ajudem a minimizar o estresse, como exercícios físicos, meditação, ouvir música ou ler um bom livro. Seguindo essas dicas, passaremos melhor por essa fase.

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Reabilitação em Lesão Medular

No tratamento da reabilitação em lesão medular, tanto para o paciente como para a família, é imprescindível que informações sobre oque fazer, como fazer e como lidar com essa mudança, cheguem ao conhecimento dos envolvidos o mais rápido possível, de forma integral. A lesão medular pode ser causada por acidente de carro ou de moto, mergulho em água rasa, um tumor ou uma simples hérnia de disco, e causar a perda total ou parcial de movimentos dos braços e das pernas, alteração de sensibilidade, alterações da bexiga, intestino ou na função sexual. A vida transforma-se do dia para noite e a primeira sensação é de desespero e desamparo sobre informações. Após a lesão, muitos pacientes querem realizar o melhor tratamento do mundo, fora do país, com a melhor tecnologia e acesso a pesquisa em célula tronco. Entretanto, para a reabilitação em lesão medular, no primeiro momento os cuidados mais simples como: colocar uma órtese, posicionar bem o paciente, evitar feridas na pele, lidar com alterações na bexiga, não demandam estar no melhor centro de reabilitação do mundo, mas ter acesso a profissionais que entendam desta lesão e que tragam as informações necessárias. Tudo a seu tempo. Muita informação desde o começo para que o paciente e família sintam-se seguros e entendam que estão fazendo o melhor e o que é necessário para a reabilitação da lesão medular. Reabilitação é um processo dinâmico e não se limita a fazer fisioterapia, como muitos acham por falta de informação. Para uma boa reabilitação em lesão medular é necessário pensar em cada detalhe, pensar na função e maior independência do indivíduo, em cada momento de seu processo de evolução. Nada disto é possível se não houver conhecimento e visão global. O fisiatra é o profissional mais indicado para tal, pois é uma especialidade médica que busca a melhoria da função do indivíduo e a reabilitação. Os grandes centros de reabilitação em lesão medular no mundo são liderados por um fisiatra. Ele coordena uma equipe multidisciplinar, prescreve medicações, órteses, verifica a necessidade de uso de outras tecnologias, informa sobre pesquisas com células tronco, orienta sobre disfunção sexual, alterações na bexiga e no intestino, discute questões que parecem simples como voltar a dirigir, voltar a trabalhar, ter filhos após lesão medular, entre outras tantas presentes nesta situação. A lesão medular pode ser completa ou incompleta, e ambas precisam deste acompanhamento. Existe muito preconceito e falsas crenças relacionadas à lesão medular. Um bom exemplo seria dizer que um tetraplégico nunca pode andar (em lesões incompletas isto, é possível) ou que a mulher que tem uma lesão medular não pode mais ter filhos ou não deve mais fazer exames ginecológicos. Reabilitar inclui realizar terapias como: fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, musicoterapia, arteterapia entre outras. Cada qual com sua indicação em seu momento específico; utilizando recursos tecnológicos diversos. Mas acima de tudo, ter acesso a todo este conhecimento e entender a melhor forma e melhor momento para utilizá-los.

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I Simpósio de Coluna Hospital Albert Einstein

O I Simpósio de Coluna Hospital Albert Einstein que foi realizado nos dias 05 e 06 de agosto e contou com a participação de diversos profissionais da saúde envolvidos com o tratamento de dor lombar. Fisiatras, ortopedista, neurocirurgiões, radiologistas, fisioterapeutas, hidroterapeutas, enfermeiros de todo o Brasil, assim como, convidados internacionais discutiram de forma incessante quais as melhores formas de diagnosticar, tratar e prevenir a dor lombar tão prevalente e incidente na população. A individualização  do tratamento (divisão em subgrupos baseada no modelo físico e biopisicosocial) com foco em medicina baseada em evidência para reabilitação foram muito discutidos. A mensagem foi da importância de entender que o diagnóstico deve ser clínico e não apenas radiológico (olhar uma ressonância e ver uma hérnia) ter especial atenção aos casos em que há comprometimento neurológico como a síndrome da cauda equina e que demandam pronta intervenção para que o paciente não tenha sequelas, e ainda, que o bom tratamento deve envolver uma equipe multidisciplinar e ter  em mente a melhora da função do paciente .

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